Simpósio aponta futuro promissor para estudos de cirurgia robótica na UnB

O auditório Lauro Morhy do Instituto de Química (IQ) recebeu, na tarde desta segunda-feira (1º), o I Simpósio de Robótica Cirúrgica da Universidade de Brasília. O evento marcou a apresentação do Centro de Treinamento e Pesquisas em Cirurgia Robótica da UnB, idealizado a partir do trabalho de professores e pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) e Faculdade de Tecnologia (FT). O projeto, que ainda está em processo de implementação no Hospital Universitário de Brasília (HUB), deverá beneficiar os estudantes de graduação no aprendizado prático do uso de robôs em centros cirúrgicos.
A primeira fase do projeto contempla a compra de um simulador de operação robótica para a Faculdade de Medicina, cujo processo já está andamento. Nos próximos meses, o equipamento poderá ser utilizado pelos discentes em atividades práticas. A UnB também pretende adquirir um robô cirúrgico para uso na formação dos estudantes e realização de procedimentos no HUB.

“A proposta do projeto é o treinamento das futuras gerações para a prática da medicina robótica, que é uma realidade nacional e internacional. Já existe em Brasília em clínicas privadas e há pessoas treinadas e capacitadas, mas não conseguimos desenvolver isso ainda no Hospital Universitário”, frisou o professor da FM e especialista em otorrinolaringologia André Luiz Sampaio, um dos integrantes do projeto.
Segundo o professor, no Brasil há laboratórios de simulação de alto nível, porém nenhum centro de simulação. Com a implementação do Centro de Treinamento e Pesquisas em Cirurgia Robótica, o Hospital Universitário pode se tornar referência na área.
No simpósio, André Luiz Sampaio ministrou palestra sobre a história da simulação na prática do ensino médico. O docente ponderou que, assim como a área de aviação civil demanda o aprendizado por simuladores, o estudante de graduação e pós-graduação em Medicina também deve efetuar o treinamento com simuladores de pacientes para aprimorar o aprendizado e garantir a segurança dos pacientes. “Trata-se de uma tecnologia totalmente humanizada.”
Ele lembrou que a UnB está atenta às mudanças no currículo mínimo em decorrência dos avanços tecnológicos ao integrar recursos como este recurso à formação discente.
Também estiveram presentes no evento o diretor da FT, Edson Paulo da Silva; a superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Elza Noronha; a coordenadora de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina, Doralina do Amaral Rabello; e a decana de Pesquisa e Inovação, Maria Emília Walter.